
Parar de pagar para enterrar o 'lixo' e perder inúmeros materiais que vão para debaixo da terra é possível. A cidade de Ituporanga, SC implantou uma forma eficiente para lidar com suas 10t diárias de dejetos de seus 22 mil habitantes.
Tudo é separado ao chegar da coleta, através de um sistema ágil desenvolvido pelo empresário Dirnei Ferri e gera materiais para reciclagem e adubo. No Centro de Processamento de Lixo criado é feita a descontaminação, a retirada e o encaminhamento para reciclagem de diversos materiais sólidos como vidros, plásticos e metais e a transformação em composto orgânico dos restos de alimentos, vegetais, papéis contaminados (como o papel higiênico).
Só com as sacolinhas plásticas (10% do total), são recuperadas 30 toneladas de plástico, todos os meses.
O processo, patenteado por Ferri, pode ser replicado em qualquer lugar, bastando apenas dimensioná-lo para o tamanho da população e quantidade de lixo gerada. “Isso é possível porque o lixo não é acumulado indeterminadamente como nos aterros sanitários, depois do primeiro ciclo, que leva 45 dias, a mesma quantidade que entra, sai diariamente para os processos de reutilização, aproveitamento e reciclagem”, explica.
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