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1a. turma Gaia brasileira Curso gratuito inicia em abril em São Paulo

Por N.F. Árbocz

Construir um modo de vida mais sustentável e aplicar tecnologias ecoeficientes em sua própria casa parecem grandes desafios, mas, na realidade, podem ser simples de se conquistar. Para mostrar como, um consórcio internacional de educadores com experiência em desenvolvimento e gestão de ecovilas, o GEESE - Global Ecovillage Educators for Sustainable Earth, desenvolveu um curso internacional, endossado pela ONU e vem promovendo uma mudança de visão de mundo e de atitudes em vários países dos cinco continentes.

O curso, além de capacitar para as mudanças no âmbito pessoal, também torna seus participantes especialistas em Design Sustentável, capazes de planejar e orientar mudanças em prol da sustentabilidade em empresas, condomínios, escolas, bairros, propriedades rurais e, até mesmo, em cidades inteiras.

O Brasil foi o primeiro país a se qualificar para aplicar o curso em um grande centro urbano e formou sua primeira turma de ‘gaianos’ em 2006. A procura pelo curso em 2007 quadruplicou e, em 2008, ele também será oferecido em Brasília e em Salvador, além de São Paulo, cidade onde foi realizado até agora. Em São Paulo, o curso segue gratuito graças ao engajamento de vários voluntários – muitos oriundos do movimento de Ecovilas no Brasil, outros, das duas primeiras turmas formadas - e o apoio da Umapaz – Universidade Livre do Meio Ambiente e da Paz, da Prefeitura de São Paulo. As inscrições vão até 29 de fevereiro e o formulário está disponível no site da Umapaz. Quanto a outras cidades, as datas e formas de inscrição ainda não foram divulgadas.

Ecovilas começam com a transformação social

O currículo da Educação Gaia reúne a experiência das mais bem sucedidas ecovilas de todo o mundo. Ecovilas são comunidades ecoeficientes intencionais (isto é, as pessoas escolhem viver lá), onde se experimentam e fortalecem modelos de vida sustentáveis. A sua base parte da transformação das relações sociais, desenvolvendo confiança mútua, escuta atenta, comunicação não violenta, governança compartilhada e disposição para o trabalho conjunto; bases para uma vida comunitária efetiva. Construído o alicerce de boas relações sociais e encontrada a ‘cola’ – a motivação para a vida em conjunto, passa-se então a aplicar os conceitos ecológicos, de economia solidária e de sustentabilidade para formar e manter a comunidade.

As Ecovilas se reúnem em uma rede mundial, a GEN – Global Ecovillage Network e oferecem programas de intercâmbio entre elas, para troca de experiências e tecnologias, além de aceitarem voluntários e novos integrantes que se identificarem com seus objetivos. Elas têm sido um rico campo de experimentação e aplicação de formas de re-equilibrar o convívio humano entre si e com todas as demais espécies do planeta, através de práticas como liderança circular, economia solidária, permacultura, agroflorestas, bioconstrução e biosistemas para tratamento de efluentes, entre outros.

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kawmaria Comentário de kawmaria em 29 março 2009 às 22:58
Eu tenho muito interece em fazer este cursso quado vai ter em Brasilia?
Paulo Oliveira dos Santos Comentário de Paulo Oliveira dos Santos em 10 agosto 2008 às 20:58
Médico sugere menos filhos para salvar planeta

Um editorial publicado na edição desta sexta-feira da revista científica britânica British Medical Journal afirma que ter menos filhos é uma forma de contribuir para o combate ao aquecimento global.

O artigo, assinado pelo professor de planejamento familiar do University College, de Londres, John Guillebaund, afirma que ''a população mundial atualmente excede 6,7 bilhões e o consumo de combustíveis fósseis, água potável, colheitas, peixes e florestas excedem a demanda''.

Segundo o especialista, ''estes fatos estão relacionados'', uma vez que cada pessoa que nasce contribui para a emissão de gases poluentes e é impossível escapar da pobreza sem que haja um aumento dessas emissões.

Guillebaund conclui que ''aplicar contracepção ajuda, portanto, a combater as mudanças climáticas, ainda que não seja um substituto direto para a redução das emissões per capita de elevados emissores''.

Mitos
O autor destaca que o senso comum econômico diz que casais pobres muitas vezes preferem ter vários filhos para compensar a alta mortalidade infantil, fornecer mão de obra para aumento da renda familiar e cuidar dos pais quando eles estão mais velhos, fatores que, endossados por argumentos religiosos e culturais, reforçam a aceitação de grandes famílias.

Mas ele afirma que ''os economistas tendem a ignorar o fato de que relações sexuais no período fértil são mais freqüentes do que o mínimo necessário para ter concepções intencionais. Portanto, ter uma família maior em vez de uma menor é menos uma decisão planejada do que um resultado automático da sexualidade humana''.

Para Guillebaund, ''algo precisa ser feito para separar o sexo da concepção - ou seja, a contracepção''. Mas ele acrescenta que o acesso à contracepção é muitas vezes difícil, devido a abusos por parte de maridos, parentes, autoridades religiosas ou até ''lamentavelmente'' fornecedores de anticocepcionais.

O editorial afirma que a demanda por anticoncepcionais aumenta quando eles se tornam acessíveis e quando as barreiras à sua obtenção são derrubadas, acompanhadas de informações apropriadas relativas à sua segurança e uso.

O autor procura derrubar algumas crenças e reforçar outras que haviam sido desacreditadas. Ele lembra que no século 18, Malthus previu que com o aumento significativo da população, a escassez de alimentos seria inevitável.

E que a chamada ''revolução verde'', idealizada pelo agrônomo americano Norman Borlaug, aparentemente provou que Malthus estava errado, mas que o significativo aumento populacional vem levando a uma escassez de alimentos sem precendentes, à escalada de preços e a protestos violentos.

Guillebauns enfatiza ainda que das inovações da ''revolução verde'', como o amplo uso de fertilizantes, pesticidas, tratores e transporte, hoje também contribuem para o aquecimento global, uma vez que dependem de combustíveis fósseis.

"PRECISAMOS REVER E REAVER NOSSOS VALORES MAIS PROFUNDOS"
Moderador do Banco do Planeta Comentário de Moderador do Banco do Planeta em 4 julho 2008 às 10:52
Olá Nath,

O curso em São Paulo acontece na UMAPAZ - Universidade Livre do Meio Ambiente e da Paz. Você pode ficar sabendo do período de inscrições acompanhando o site (que está indicado acima).

Há cursos planejados para Brasília e outras cidades e você pode obter mais informações escrevendo para a própria Umapaz.
Nath Comentário de Nath em 4 julho 2008 às 9:09
Olá, como posso saber mais informções sobre o curso? fiquei bastante interessada

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